E como luz para o nosso final de 2020 tão sofrido, retorna o Natal. Um ano repleto de grandes mudanças e de novos entendimentos sobre a vida, de perdas e de ganhos, de mortes e nascimentos, de paradoxos que se encontram num mesmo olhar.

Natal, uma festa milenar que, no mundo ocidental, nos lembra do nascimento do Menino-Deus, que vem para trazer uma mensagem de amor, de redenção, de mudanças de paradigmas. É a partir do nascimento de Jesus que se contam os dias desta nova era.

O ensinamento de Belém, há dois mil e vinte anos, nos faz encontrar uma criança, nascida no seio de uma família. Deus, vindo a terra, quis ter e ser família.

A família que, nas suas mais diferentes configurações, nos faz lembrar que neste Natal mais do que nunca precisamos uns dos outros. Família que pode ser consanguínea ou não, que se constrói com laços de amor e de reciprocidade. Na família, o amor faz-nos viver uns pelos outros, doa-se sem esperar nada em troca; o amor da família alarga-se, muitas vezes, em pontos distantes onde os membros se encontram… na família, todos têm o seu lugar.

A Família, que também neste ano, encontrou-se diante de muitas separações e perdas, de dores profundas.

É Natal… veio-me à mente ao escrever este texto uma canção da minha infância: “Natal, Natal das crianças, Natal da noite de Luz; Natal da Estrela Guia, Natal do Menino Jesus”.

Com a presença das crianças, o Natal é sempre mais bonito, pelo brilho, luz e fé que elas trazem a este momento. As crianças acreditam no Natal, acreditam na mensagem do Natal, acreditam no Amor feito criança.

É Natal, que possamos todos perceber a criança dentro de nós e deixar que a Fé no Amor renasça e cubra todas as dores das nossas famílias, e que a alquimia possa acontecer dentro de cada um de nós. Feliz Natal e um Ano Novo repleto deste mais genuíno Amor da Família.

 

Psicopedagoga Ana Beatriz Marques – Lp:687 PP:1648