A Psicoterapia Breve faz-se recurso importante diante da demanda crescente de saúde mental, uma vez que se propõe a auxiliar o paciente a encontrar alívio sem que isso lhe tome muitos recursos de tempo e financeiros.

Ela dispõe-se a olhar para assuntos mais emergentes e tratá-los com a devida seriedade, sem desconsiderar aspectos do funcionamento do sujeito, mas mantendo o foco na queixa principal. 

A constante pesquisa e atualização de recursos terapêuticos ampliam a eficácia do tratamento, podendo atuar tanto no alívio de sintomas quanto nas mudanças duradouras nos padrões relacionais.

Para que os objetivos desse modelo de psicoterapia possam ser alcançados, algumas características são exigidas tanto do paciente, quanto do terapeuta. No que tange ao paciente, além da capacidade de vincular-se, de ter insight, de implicar-se no processo, a motivação para a mudança faz-se fundamental.

No processo inicial da terapia, é realizada uma avaliação para ver se a demanda e as características do paciente suportam esse tipo de tratamento, bem como um contrato, ainda que verbal, é elaborado, para que o paciente entenda e aceite os objetivos, combinações e limitações da Psicoterapia Breve.

Cabe ressaltar a postura ética, de não enredar o paciente em um processo interminável, mas colocar à disposição uma psicoterapia mais longa se necessário, após alcançados os objetivos traçados na Psicoterapia Breve, caso haja outras demandas por parte do paciente e desejo na continuidade no processo psicoterapêutico.

 

Ane Lis Schardong

Psicóloga – CRP 07/26991